Hackers ligados ao governo chinês seguem tentando invadir sistemas nos Estados Unidos, apesar do acordo de cooperação firmado entre Pequim e Washington para combater este tipo de crime, revelou nesta segunda-feira a empresa especializada CrowdStrike.

De acordo com a CrowdStrike, foram detectados ataques um dia após o anúncio do acordo firmado durante a visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos.

A CrowdStrike detectou e impediu várias vezes ataques aos sistemas de nossos clientes por parte de atores ligados ao governo chinês , escreveu um dos investigadores, Dmitri Alperovitch, no site da empresa. Sete dos alvos eram do setor tecnológico ou farmacêutico .

Os ataques perecem destinados a facilitar o roubo de propriedade intelectual e segredos comerciais , e não informações relacionadas à segurança nacional.

Pequim reagiu negando os ataques: a China é um fervente defensor da cibersegurança e também é vítima de hackers , declarou a porta-voz da chancelaria chinesa Hua Chunying.

Os recentes casos envolvendo ataques de hackers têm aumentado a tensão entre China e Estados Unidos, como o roubo - em junho - de dados pessoais de milhões de funcionários federais dos EUA, atribuídos à China pela imprensa.

Pequim afirma que tais acusações são irresponsáveis e sem fundamento .